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Amo a paz da minha terra,
Dos patrícios sou amigo,
Mas se me chamam à guerra,
enfrento qualquer perigo.
Em cima do meu picaço
Por Deus! que sou bela estampa,
Jogando bolas e laço
Pelas coxilhas do Pampa...
Se uma coisa tomo a peito
Hei vencê-la com afinco
Pra merecer o conceito
Dos heróis de trinta e cinco.
A chaleirinha a ferver
Sobre um rústico tripé,
Na mão a cuia...e a arder
A alma, cheia de fé!
Numa noite enluarada
Pego a viola e a voz levanto
E em cantiga apaixonada
A minha terra eu decanto.
Cantando a galinha morta,
O tatu e o boi barroso,
Do peito ele abre a comporta
Em tom dolente e saudoso.
De foice em punho, ele corta
A erva ruim que brotou,
Pelos canteiros da horta
Que ele sozinho plantou.
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