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César Oliveira e Rogério Melo - Roçando as viria

Vi que a escramuça era um bate coxa
Da indiada froxa nu tranco de vaca
Entrei de espora e chapéu requintado
E o mango colgado no cabo da faca

Cai na dança com a tita beiçuda
Índia graúda duns trezentos quilo
E a doralicia que pedia apojo
Se tapou de nojo quando viu aquilo

Quase me prancho na volta da sala
Pisei no pala e me enredei na faixa
Senti que a titã naquele embaraço
Arrancou um pedaço do cós da bombacha

Mas na rancheira quando eu desembesto
Eu deixo o resto que se leve a breca
Naquele embalo trocamo de ponta
E quando me dei conta tava só de cueca

A oito soco gemia e roncava
Se chamarreava na rancheira potra
Saltava fogo e um clarão se abria
Quando eu tinia uma espora na outra

Mas de repente tropiquei de fato
Assim relato o fato asucedido
Foi sem querer mais ninguém acredita
Me firmei na titã e rasguei o vestido

Num golpe seco dei-lhe um rasgão farto
Bem sobre os quarto numa volta feia
E ali por causa daquele acidente
Já tinha gente querendo peleia

Mas na rancheira tudo desemboca
Pelado é moda e o resto é bobage
Varemo a noite roçando as viria
E até parecia caso do bocage

Adicionada em:
19/04/2005
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Fernanda Simões
Monte Castelo/SC
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