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    <title>Guapos - Noticias</title> 
    <link>http://www.guapos.com.br/</link> 
    <description>Seu site tradicionalista!</description> 
    <language>pt-br</language> 
    <copyright>Guapos - Todos os direitos reservados.</copyright>
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      <title>Guapos</title> 
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    <lastBuildDate>04/02/2012</lastBuildDate> 
    <webMaster>Jeff - Guapos - guapos@guapos.com.br</webMaster>
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        <title><![CDATA[MEU NACO DE CHÃO - Deroci Freitas de Moraes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1778</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Andei por pagos estranhos<br />Por este mundo de Deus,<br />Mas nenhum e como o meu,<br />Onde deixei o umbigo.<br />É so aqui que consigo<br />Viver bem a minha moda,<br />Porque ninguem incomoda<br />E vivo rodeado de amigos.<br /> <br />Aqui tenho o meu rancho,<br />Onde chimarreio cedo,<br />Tenho a china e o piazedo,<br />Todos em volta de mim.<br />Eu tambem cresci assim<br />Com os pais e os irmaos,<br />Num rancho de barro e chao,<br />Com a quincha de capim.<br /> <br />Aqui enxergo mui longe<br />Respirando o ar puro.<br />Aqui tambem me misturo<br />Com este cheiro de pasto,<br />Quando no campo eu passo<br />Com um entono de galo,<br />Escaramucando o cavalo,<br />Enforquilhado no basto.<br /> <br />Aqui me encontro com Deus,<br />O nosso Patrao maior<br />E levo a vida melhor<br />Do que muito homem rico.<br />Aqui me identifico,<br />Neste meu pago farrapo,<br />Onde herdei este naco<br />Do meu Rio Grande bendito!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[SOB A LUZ DO ENTARDECER - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1777</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[A cancao da saparia vem acordar o silencio<br />Que adormecido pousava nos confins desses rincoes<br />Ao findar a lida, os peoes voltam pro rancho<br />A bicharada ao tranquito se recolhe nos galpoes<br />E a gurizada teimosa abre carreira correndo<br />Quando a mae se pega aos gritos pra que saiam do sereno<br /> <br />E eu novamente aqui... Por mais um dia contemplando o sol<br />Que mergulha calmamente no mar azul da imensidao.<br />Quisera ser pescador nesse instante pra lhe jogar um anzol<br />Fisgar e puxar com forca pra ele voltar pro ceu<br />Nao gosto do entardecer, pois ele me traz lembrancas<br />E lembrancas sao amargas a quem nao resta esperanca<br /> <br />Como pode um cenario mudar tanto e tao completamente?<br />Perder o sentido pra gente que outrora tao bem lhe quis<br />Eu muito cantei pro sol nos tempos de antigamente<br />Pois os meus olhos tao tolos, sonhavam me ver feliz<br />Mas ser feliz nao e tudo, eu fui e nada adiantou<br />Pois hoje se faz doida, essa saudade bandida que restou<br /> <br />A cancao da saparia vai se estendendo  nas horas<br />Sob a luz do entardecer sinto que saio de mim<br />Te procuro pelos campos e adentro a noite morna<br />Pra comprovar outra vez, que tudo que e bom tem fim<br />Final... Sem final feliz, disso eu sei, nao tem mais jeito<br />O problema e convencer o amor que mora no peito<br /> <br />Como explicar pra saudade, que tu nao vais mais voltar?<br />Como explicar pro teu pingo que ele hoje tem outro dono?<br />Como explicar para a lagrima que ela nao pode rolar?<br />Como viver um verao, se em minha alma e outono?<br />Se sonhos caem de mim como folhas amarelas e ja sem vida no chao<br />Pois nao se firmam nos galhos da arvore seca que sou<br /> <br />Nao gosto do entardecer, porque me lembro de ti...<br />Porque me deixaste aqui? Tu nao tinhas o direito!<br />Plantar amor em meu peito, e simplesmente fugir<br />Morrer... sem se despedir, foi teu unico defeito<br />Mas foi o maior de todos e este nao tem perdao<br />Pois nao cumpristes as juras que me fez teu coracao<br /> <br />De nunca me abandonar, jamais me deixar sozinha<br />E agora a vida madrinha me presenteia dois filhos<br />Que vao crescendo em meu ventre como um verso e uma rima<br />Um poema inacabado que eu herdei dos teus carinhos<br />Eles seguirao comigo e  pela estrada que se vai<br />Vou pensando o que dizer se perguntarem do pai<br /> <br />Talvez eu conte a verdade, talvez eu minta... quem sabe?!<br />Escolherei a verdade menos sofrida pra eles<br />Pois se eu disser que partiu, vao perguntar da guitarra<br />Que ainda te espera na sala, emudecida na parede...<br />Eles verao o teu poncho, teus arreios, teus avios<br />Nisso nem quero pensar, pois me causam arrepios<br /> <br />Sob a luz do entardecer vou remoendo meus medos<br />A voz do vento sussurra, o tempo me pede calma<br />A cancao da saparia ja orquestrou meu segredos<br />Agora volta o silencio pra noite escura da alma<br />O sol se foi no horizonte, desceu um veu estrelado<br />E eu aqui, como pagina de um romance inacabado<br /> <br />Me perdoa meu amor, se nao perdoo a partida<br />Mas a dor da despedida seria menos latente<br />Do que o vazio que deixaste invadindo minha vida<br />Em cada ausencia sentida por meu coracao doente<br />Sob a luz do entardecer eu busco os olhos teus<br />Volta em meus sonhos... me assombra...<br /> <br />Mas volta... E me diz adeus!!!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[QUANDO A LOUCURA VEM MATEAR COMIGO - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1776</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Quando a solidao se achega e para na porta do rancho<br />a tristeza por parceira puxa prosa com a saudade.<br />Acendo as brasas, queimando sonhos e planos.<br />Lagrimas buscam o rosto e os olhos negam abrigo.<br />Entao a beira do fogo a ansiedade me faz um aceno...<br />E o rancho se faz pequeno quando a loucura vem matear comigo.<br /><br />É noite de lua cheia!<br />E as mulheres que me habitam vao surgindo uma a uma...<br />Diante de um grande espelho vejo todas as minhas faces,<br />algumas parecem belas, outras sequer me agradam.<br />Mas ninguem e feito apenas de beleza e qualidades.<br />Preciso entender a todas, pois todas elas “sou eu”...<br />e pra revelar um segredo meu, comeco a roda de mate.<br /> <br />O primeiro... aquele que e servido pra esquentar a erva,<br />vai pra menina que sonhou com um amor de verdade.<br />Ela sorve trago a trago, lembrando palavras doces,<br />que cairam da boca de quem lhe falou de amores<br />e que fugiu na madrugada, sem dar razao ou motivo.<br />E ela, sem instinto defensivo, padeceu de muitas dores.<br /> <br />O segundo... de erva quase no ponto...<br />vai pra mulher egoista...<br />que sucedeu a menina nessas veredas da vida.<br />E nao contente com o vicio de um mundinho sempre igual,<br />quebrou o cadeado de ouro que a trancava no passado;<br />E nas asas de um sonho alado, seguiu outro vento forte.<br />Perdeu um lar... ganhou um norte, na busca por um ideal.<br /> <br />A roda segue girando e o mate de erva buena<br />vai ter que pular um banco, pois a “querreira” nao veio!<br />A noticia que me deram e que foi ferida na guerra.<br />Pealada caiu por terra, sem forcas para levantar.<br />Mas sei que se recupera, ja viu feridas mais feias.<br />E ela tambem faz jus ao sangue gaucho de luz...<br />que corre por suas veias!<br /> <br />O mate entao segue adiante, mais a esquerda de mim.<br />Eu sinto agora que assim os defeitos sao maiores<br />Vejo uma moca covarde querendo fugir da cuia.<br />Que ja nem levanta os olhos quando a chamo no espelho.<br />Que quer voltar ao mundo velho, porque la era mais facil.<br />Quer viver... mas senta medo de ser em vao o sacrificio!<br /> <br />Um mate pra solidao e outro para a saudade.<br />A tristeza nao mateia, pois anda triste demais.<br />Quando sirvo a ansiedade, mal entrego e ela termina.<br />Passa a cuia e segura a sina, porque e a vez da loucura...<br />matear com a erva lavada, amarga e sem docura;<br />Fazendo aflorar aos goles, muitos segredos em mim.<br /> <br />Apos um longo silencio, um riso de escarnio<br />corta a noite e espanta a todas...<br />era a loucura sorrindo... me olhando firme nos olhos.<br />Ela tem ares de bruxa e sorri, pois acaba o fogo!<br />Me viu queimar os meus sonhos e agora nao tem mais jeito,<br />pois ve que ao findar as brasas, nada mais me aquece o peito.<br /><br />Mal sabe ela coitada, que no fundo da cambona sobrou um mate pra mim.<br />E em cada gole que sorvo, e outro verso que nasce.<br />E vou ajoujando essas rimas e falsos sonhos e planos.<br />O gosto dos desenganos, nao faz mal, nem me eleva.<br />Eu ja provei tantas vezes, que o que antes era amargo,<br />hoje tem um gosto aguado e e mais lavado que a erva.<br /> <br />Sei que a vida e mesmo assim... me recolho!<br />Nesses mates descobri que nao basto para viver sozinha.<br />Talvez por isso essas mulheres em mim<br />surgem em noites de lua pra me fazer companhia.<br />Trazendo junto a saudade, a tristeza e a ansiedade,<br />pra essas rodas de mate, onde a razao nunca vem.<br /> <br />Espero... talvez um dia que ela chegue e pare na porta do rancho;<br />Trazendo um sonho carancho... sinuelo da liberdade.<br />Pois quando vim pra cidade, nao imaginei que teria que forjar sonhos tao falsos,<br />so pra ter o que queimar por estas horas vazias<br />e abrir as portas da casa, que e meu refugio e abrigo,<br />pra solidao tao matreira... e a loucura traicoeira....<br />que sempre vem pra matear comigo!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[PRA ONDE FORAM AS BORBOLETAS?! - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1775</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Como eram lindas<br />Minhas tardes quentes<br />Nos veroes da infancia!<br /> <br />Com rosetas nos pes e um mundo nas maos...<br />Feito de sabugos e gado de osso<br />No meu sonho moco feito de amplidao.<br /> <br />Tinham borboletas a voar nos campos,<br />Enfeitando as tardes que ja eram belas;<br />E os olhos ligeiros de um piazito arteiro,<br />Com uma rede em punho a correr com elas...<br /> <br />Tinham sangas... Sucos de laranja...<br />Nuvens bailarinas a dancar no ceu...<br />Tambem muitas lagrimas com sabor de tombo,<br />Sombras de cinamomos... Barcos de papel...<br /> <br />Tinham linhas finas de subir pandorgas<br />Á infinitos raros, quase virtuais.<br />E tambem canicos de pescar quimeras,<br />Nas barrancas velhas, junto com meu pai...<br /> <br />Ah... Eram mesmo lindas essas tardes!<br />Hoje uma saudade rebrotando mansa<br />Neste peito velho, quase centenario,<br />Vem trazer recuerdos de um tempo ido...<br />A tanto perdido... Que hoje e so cenario,<br />Para as aventuras de um piazito arteiro...<br />Um moco estradeiro e um velho solitario...<br /> <br />A memoria quase nao ajuda...<br />E mistura historias, recriando cenas<br />Que nem sei ao certo se aconteceram.<br />Porem as imagens gravadas nos olhos,<br />Vem lembrar tristezas, que jamais partiram...<br /> <br />“- A vida sofre uma grande metamorfose!<br />Nela tudo muda, tu veras meu filho!<br />Aproveita bem os tempos de crianca,<br />Faz da esperanca o teu maior abrigo.<br />Aproveita as tardes e as borboletas,<br />Quando fores velho, elas terao sentido!”<br /> <br />Esse era o conselho que meu pai me dava,<br />Pelas pescarias no Rio Grande afora...<br />E eu nao escutava, nem dava atencao,<br />Porem vejo agora... Ele tinha razao!<br /> <br />Mas eu queria crescer logo...<br />Ser um carreteiro...<br />Andar com as rodas da minha carreta...<br />Ser igual a ele era o que buscava<br />E nao me importava com as borboletas...<br /> <br />Eu sabia que rosetas doiam nos pes...<br />Que sabugos cocavam nas maos...<br />Que as nuvens passavam...<br />E as sangas corriam...<br /> <br />Porem nao sabia<br />Que barcos naufragavam...<br />Que os homens mudavam...<br />E que os pais morriam...<br />  <br />Sim eu cresci...<br />Mudei meu rosto... Mudei por inteiro...<br />Um moco estradeiro a encurtar distancias<br />E a provar o gosto, de suas proprias ansias...<br /> <br />Os filhos nao vieram por falta de tempo...<br />E em algum momento o amor partiu...<br />So deixou retratos a enfeitar paredes,<br />Nas molduras gastas de um coracao vazio...<br /> <br />É... Eu fui sim um carreteiro!<br />Varei madrugadas transportando sonhos...<br />Minhas borboletas ficaram no passado.<br />Como estrelas frias a brilhar na noite,<br />Por traz das cortinas de um ceu nublado...<br /> <br />Quando me dei conta,<br />Estava aqui olhando ao longe...<br />Rebuscando historias de um tempo ido...<br />A tanto perdido que hoje e so cenario,<br />Para as aventuras de um piazito arteiro...<br />Um moco estradeiro e um velho solitario.<br /> <br />Relembrando os dias dos veroes crianca<br />Vejo a importancia que a infancia tem.<br />E que as borboletas enfeitando as tardes,<br />Sao as majestades de um reino alem...<br /> <br />Para uma crianca muito alem dos planos,<br />Alem da esperanca e muito alem dos sonhos...<br />E assim para o mundo de qualquer adulto,<br />Muito alem do alcance dos seus proprios olhos.<br /> <br />Nos crescemos, elas partem...<br />Pra enfeitar as tardes de algum outro ser.<br />Talvez sejam elas a esperanca viva,<br />Que nuvens bailarinas nao permitem ver.<br /> <br />Ah como eram lindas essas tardes...<br />Com rosetas nos pes e um mundo nas maos...<br />Feito de sabugos e gado de osso,<br />No meu sonho moco, feito de amplidao...<br /> <br />Juro... Se eu pudesse voltaria o tempo<br />E daria ouvidos aos conselhos bons.<br />Cresceria sim, mas no tempo certo;<br />Com o peito aberto e desvendando os dons...<br /> <br />Ja na mocidade voltaria sempre,<br />Para os bracos ternos da mais bela flor...<br />E encontraria tempo para os filhos,<br />Semeando o ventre do meu grande amor.<br /> <br />Esses piazitos me dariam netos...<br />E hoje eu nao seria este homem so.<br />Rebuscando historias de um tempo ido...<br />Que ainda e tao doido, mesmo sendo po.<br /> <br />Eu seria parte de algum sonho novo...<br />Contaria historias da velha carreta...<br />E nos olhos dos netos voltaria ao mundo,<br />Para onde foram minhas borboletas...]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[INTERROGAÇÃO - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1774</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Eu cai em meu proprio esquecimento...<br />Esqueci-me de quem sou...<br />De onde venho...<br />De certeza... sei apenas que estou vivo,<br />Mas nem sei ao certo onde estou agora!<br /> <br />Uns me dizem que sou louco...<br />Que me perdi por amores<br />E assim me afastei de Deus.<br />E que as sombras de um adeus<br />Enlouqueci de saudade.<br /> <br />Outros dizem que sou anjo...<br />Que escondi minhas asas<br />E ando junto das fadas e suas varas de condao.<br />A ajudar quem precisa,<br />Quem necessita carinho ou uma simples cancao.<br /> <br />Uns me dizem que sou forte...<br />Que ja peleei nessas plagas<br />E libertei o meu povo,<br />Das garras de quem matava<br />Com as armas da opressao.<br /> <br />Outros dizem que sou fraco...<br />Porque fugi desta pampa<br />E me exilei noutros pagos.<br />E que agora retornei,<br />Buscando amores e afagos.<br /> <br />Uns me dizem que sou doce...<br />Qual brisa leve que sopra.<br />Que minha voz e uma pluma<br />Conduzida pelo vento<br />Aos ouvidos de quem sonha.<br /> <br />Outros dizem me dizem veneno...<br />Que ja provaram em mim<br />O gosto de mil pecados.<br />E que e amargo o beijo doce<br />No veu de ausencias que eu trago.<br /> <br />Quisera eu neste instante<br />Poder saber a verdade!<br />So sei que sinto saudade<br />De um passado que nao lembro...<br />E que talvez nem exista!<br /> <br />Quem sou eu? De onde vim? Me vou pra onde?<br />Sao perguntas que nao calam,<br />Mas as respostas nao vem.<br />E um silencio neste instante<br />Me reporta mais alem...<br /> <br />Sim... uma luz de pensamentos vem clarear as ideias.<br />Comeco a lembrar cancoes...<br />Voltar no tempo... quem sabe me livrando das maneias.<br />E vou vendo a cada cena<br />Que todos tinham razao.<br /> <br />Eu guardo em mim muitos loucos...<br />Muitos anjos sonhadores...<br />Muitos herois e covardes...<br />Brisa leve... Tempestades...<br />Muitos pecados tambem.<br /> <br />Eu tenho um “deus” e um “demonio”<br />Peleando dentro de mim!<br />Pois sou “Poeta” senhores!<br />E se ma faco poesia,<br />Nao tenho inicio nem fim.<br /> <br />Talvez meu esquecimento,<br />Seja apenas uma forma de revelar um segredo<br />E contar... “Eu nao existo!”<br />Sou apenas mais um verso...<br />Em um delirio, de mim mesmo!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[DA ESTÂNCIA DOS CATA-VENTOS - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1773</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[O dia amanheceu cinzento...<br />Eu nao queria que fosse assim!<br />Queria um belo arco-iris<br />E as cores da primavera<br />Cintilando pelos campos,<br />Com perfumes de jasmim<br /> <br />Mas o dia amanheceu cinzento...<br />Com um ceu tao desbotado.<br />Nem mesmo o sol ou uma nuvem<br />Vieram me visitar,<br />Nesta hora tao sombria<br />De recordar meu passado.<br /> <br />Fecho os olhos nesse instante<br />E de imediato ja lembro<br />Dos paes que a mae fazia,<br />No velho forno de barro,<br />Nos fundos do rancho antigo<br />Na Estancia dos Cata-Ventos.<br /> <br />Consigo sentir o cheiro...<br />E quase sentir o gosto...<br />Tao raro sabor da infancia,<br />A muito tempo perdida<br />E uma lagrima intrometida<br />Me teima em rolar no rosto<br /> <br />Ela vai descendo mansa<br />Num vinco arado do tempo;<br />E ao tocar os meus labios<br />Se desfaz essa lembranca,<br />Pra recordar outra fase<br />Dar vida a outro momento.<br /> <br />O gosto amargo da dor,<br />Altamente concentrado<br />Em uma gota tao pequena<br />Quanto as outras que chorei;<br />Quando perdi os meus sonhos<br />Pensando ter encontrado.<br /> <br />Parece-me que foi ontem,<br />Mas ja foram tantos anos...<br />O tempo chegou de manso<br />Arando este rosto velho,<br />Mas a vida passou de tiro<br />Fazendo poeira dos planos<br /> <br />Eu hoje olhando la atras<br />Vejo tudo tao diferente...<br />Sinto saudades do pingo,<br />Da peonada nos galpoes,<br />Sentados a beira do fogo<br />Contando causos pra gente.<br /> <br />Sinto saudade de auroras...<br />A lida do campo e a ordenha<br />As belas manhas de maio,<br />Os domingos de carreira.<br />Sim... Talvez so esta saudade<br />Seja tudo que se tenha!<br /> <br />Talvez seja ela um marco,<br />O que sobrou desses tempos.<br />Que hoje se transformaram<br />Em lembrancas, nada mais.<br />Dos velhos tempos de paz,<br />Na Estancia dos Cata-Ventos<br /> <br />Foi la que eu nasci e cresci.<br />E era la que eu queria estar!<br />Contemplando o arco-iris...<br />E as cores da primavera...<br />Com perfumes de jasmim...<br />Quando a minha hora chegar.<br /> <br />No entanto estou aqui.<br />Nao foi assim que eu sonhei!<br />Sera que Deus nao me escuta?<br />Sera que eu pedi demais?<br />Ou sera que faltou fe,<br />Às oracoes que eu rezei?<br /> <br />Ja e tao triste saber que amanha<br />É o equinocio de primavera...<br />E que minha vida, portanto,<br />Sera ceifada no inverno.<br />Nao lhe custava Senhor<br />Conceber-me esta ultima quimera...<br /> <br />Eu ouco passos chegando...<br />E vem cada vez mais perto...<br />Deve ser outra enfermeira trazendo<br />Agulha, remedios, so nao entendo,<br />Pra que continuar a tortura?<br />Se meu triste fim esta tao certo...<br /> <br />Se este coracao cansado<br />Vai se entregando aos pouquinhos.<br />Se nao me resta esperanca,<br />Para seguir nesta estrada.<br />Se onde sobra saudade...<br />Hoje me faltam carinhos.<br /> <br />E os passos vao se chegando...<br />Meus olhos tristes, nublados...<br />Quase nao veem em frente.<br />So senti quando a mocinha<br />Largou a bandeja na mesa<br />E se parou ao meu lado.<br /> <br />E me disse: “-Que maravilha de dia!”<br />“-Beleza rara este sol!”<br />E eu nada mais entendia...<br />Pois nao via a claridade,<br />Tao pouco via belezas<br />Ou matizes no arrebol.<br /> <br />Ouvi um suspiro leve<br />E outros passos se afastando,<br />Na direcao da janela.<br />E de repente um barulho...<br />Um segundo... E um clarao<br />Em meu quarto foi entrando.<br /> <br />E aquele cheiro de doenca<br />Que este hospital exala,<br />Foi dando espaco aos perfumes<br />Das flores que desabrocham.<br />E a cancao dos passarinhos<br />Agora meu sonho embala.<br /> <br />“-Ta na hora do remedio!”<br />Me diz a moca de leve.<br />Mas eu retruco de soco...<br />Nao vou tomar isso hoje!<br />Pode levar pra outro louco...<br />Alguem pra quem ele serve!<br /> <br />Pois Deus foi tao bom comigo<br />Me concedeu a quimera<br />Tu foste um Anjo guria<br />Por isso farei a ti, o meu ultimo pedido...<br />Me deixa matar inteira<br />Esta saudade tapera<br /> <br />Ah! Deus ouviu as minhas preces!<br />E te enviou neste dia.<br />Ja salvastes minha vida,<br />Quando abristes a janela.<br />Nao calculas o tamanho,<br />De toda minha alegria.<br /> <br />Me deixa morrer agora!<br />Sei que ainda e inverno,<br />Mas as geadas de agosto<br />Ja levantaram do peito.<br />E o perfume do jasmim,<br />Sera sagrado e eterno.<br /> <br />Eu quero e morrer ligeiro...<br />Eu quero e voltar nos tempos...<br />E assistir a primavera<br />Nascer de novo tao linda!<br />Plantado ao pe da figueira...<br />Da Estancia dos Cata-Ventos!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[EU NÃO QUERIA TE AMAR - Bianca Bergmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1772</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Eu nao queria te amar!<br />So eu sei por quantas vezes os meus versos se perderam<br />E eu com meu pulso firme os chamei de volta o rancho.<br />So eu sei por quantas vezes eu ouvi nos teus silencios,<br />As promessas que eu buscava e a ilusao se fez carancho.<br /> <br />Eu nao queria te amar!<br />Mas meus olhos me enganaram! Te miraram tantas vezes,<br />Que gravaram nas retinas tua estampa e teu sorriso.<br />E hoje buscam a esmo nas lonjuras do horizonte,<br />Os olhares que eu lancava sobre ti, sem mais aviso.<br /> <br />Te buscam, mas nao te acham, porque partiste sozinho.<br />Deixaste o catre vazio, dando lugar pra saudade,<br />Que hoje se achega ao meu lado e so me fala de ti.<br />So ela sabe de nos... So ela escuta tua voz...<br />So ela conhece as dores das ausencias que eu sofri.<br /> <br />Nao... Eu nao queria te amar! Mas foi mais forte que eu!<br />Como poder resistir se meus desejos gritavam?<br />Se teus olhos sedutores me despiram num segundo...<br />E quando vi estava la, em teus bracos recolhida,<br />Esquecendo desta vida e adentrando em outro mundo.<br /> <br />O cenario foi tao rude... Mas o amor tao sublime!<br />Mesmo estando em teus pelegos me senti tua rainha.<br />Por uma noite apenas, mas coroada me fez.<br />Foste meu rei, meu escravo, meu servo e meu senhor...<br />Por tuas promessas de amor a ilusao me arrebatou outra vez.<br /> <br />A um mundo que era so meu, mas que pra ti teve espaco.<br />No calor do teu abraco eu esqueci do meu medo.<br />Por ti eu me fiz segredo... Pra ti eu jurei amor<br />Mas, o brilho deste ouro que em teu dedo cintila,<br />Ofuscou minha alegria, me causando imensa dor.<br /> <br />Por uma noite apenas, e, as vontades de outras tantas,<br />Afloraram num desejo de rubores descabidos.<br />Tu roubaste os meus sentidos pra me ofertar emocao...<br />Eu roubei tua razao, e fiz parte do teu mundo,<br />Pra num momento profundo, te entregar meu coracao.<br /> <br />E hoje quando me olhastes com esse olhar diferente,<br />Ja me fez lembrar da gente e da noite de magia<br />Que eu bordei de fantasia e escondi pelos espacos<br />Que restaram no meu peito, tentando encontrar um jeito,<br />De fugir da realidade e encontrar felicidade no calor dos teus abracos.<br /><br />Mas nao! Nao posso pensar...<br />Nao quero lembrar! Preciso esquecer!<br />Preciso ser forte e entender de vez que nao me quer!<br />Preciso seguir a estrada, esquecer a noite iluminada...<br />E aceitar que so por uma madrugada e que fui tua mulher!<br /> <br />Eu nao queria te amar... Mas meus olhos me enganaram!<br />No entanto nao tenha pena, nem se preocupe comigo.<br />Sei que ainda tenho abrigo na mirada dos teus olhos<br />E que eles ainda me buscam se perdendo por ai,<br />Mas ja nao estarei aqui pra te entregar os meus sonhos.<br /> <br />Meu amor esta morrendo... Aos pouquinhos se esvaindo.<br />Porque a dor que estou sentindo e bem maior que eu previa.<br />Nao quero brincar com a vida, pra nao me arrepender depois.<br />Te amo, bem sabes disso... Mas nosso amor de poesia,<br />Se eternizou na magia, de uma noite apenas... E nada mais!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[NOBRE CAVALHEIRO - Daniélin Maria Fidelis de Oliveira]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1771</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Tu es o meu porto seguro, o  meu refugio <br />de todos os meus medos  e carencias<br />um templo de minha paixao <br />Um amor raro que nasceu na velha querencia...<br /><br />Satisfaz minha alma com sua presenca...<br />A fonte de todos os meus encantos, <br />para minha vida tu faz toda a diferenca...<br />Pois voce sabe muito bem que es  a razao para minha existencia<br /><br />És joia rara, meu campeiro ouro da simplicidade<br />Com seu olhar lacou  meu coracao,<br />entrelacou-me em seus bracos , mostrou-me o caminho para a felicidade...<br />na lealdade de um nobre peao...<br /><br />Ao cair da noite fico a tua espera<br />ouco uma voz cansada, deitasse e vai descansar...<br />ao ouvir os seus suspiros, nao aguento e vou ao te encontro...<br />pra do seu lado me deitar e amar...<br /><br />como eu o amo nobre campeiro...<br />nao apenas por ser um cavalheiro, verdadeiro e leal...<br />Serei sua  prenda pra sempre... correrei alem dos horizontes<br />por ti ultrapassarei barreiras e fronteiras, e ao amanhecer neste solado, <br />aconchegada ao calor do seu corpo... <br />levanto e  grito ao mundo, o seu nome, <br />daquele quem me conquistou, <br />o meu nobre gauderio...]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 3 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1770</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Um ferro-de-passar roupa...<br />Daqueles de por carvao.<br />Ceroulas de pura estopa.<br />De querozene um lampeao. <br /><br />Uma galena (sem fone).<br />Lamparina . Candeeiro.<br />Ou quem sabe..um gramofone.<br />Ah!.. Tinta p’ra algum tinteiro. <br /><br />Escovao e parquetina<br />p’ro encerado ca de casa.<br />Creolina,das que em tina.<br />Fogareiro.. Dos de brasa. <br /><br />Formiga marca sauva<br />ou entao uma abelheira.<br />Cupim do mato ou cabriuva,<br />que e enfezada e mordedeira. <br /><br />Uma vespeira ou um cacho<br />de camotinhas sacanas,<br />que mordem em cima e em baixo,<br />ou uma dez africanas. <br /><br />Uma lacraia teimosa.<br />Manduruvas..Manda uns quatro.<br />Uma lagarta-de-rosa.<br />Dois carrapatos do mato. <br /><br />Um aquario com piranhas.<br />Sangue-sugas de montao.<br />Se puder, uma ariranha...<br />E,de inhapa ,um tubarao. <br /><br />Beico.Pormao.Passarinha.<br />Tripa.Garrao ou goela.<br />Lingua..E ,se a rez for magrinha,<br />pode manda a espinhela. <br /><br />Bueno me vou a la cria<br />pois falam em tunda de laco<br />e o amigo aqui desconfia<br />que esta causando embaraco.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 2 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1769</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Inda’ha crente que se presta <br />e lhe vem fazer o coro.<br />Ta esquecido de que resta,<br />no silencio, mais decoro. <br /><br />Sou xiru criado guaxo<br />e “por guaxo” sou bardoso. <br />Sou galo velho, mas macho<br />p’ra quem o tempo e formoso <br /><br />Por isso so me da pena <br />dos outros galos gasguitas <br />penosos que ,ainda em cena ,<br />levam, no peito, as desditas. <br /><br />Nao podem mais ,no terreiro,<br />como antes, cantar.E forte. <br />E que iam ao rinhedeiro<br />conquistar as suas sortes. <br /><br />Co “o bico. e cravando espora<br />nos galo veio ou frangote.<br />Sangrando penas afora.<br />mas firmes nos arrebotes. <br /><br />Mas, hoje, desmilinguido<br />Ve que outro e o galinheiro.<br />E os pintos chegam crescidos<br />Co “oszoio so nos mieiro”. <br /><br />E a sorte nao lhe e madrinha,<br />pois tem que escutar seu canto<br />que cacarejam galinha<br />e frangos-ao-primo-canto. <br /><br />Que ao zorro se acolheraram<br />e vao ciscando no mas.<br />Que algumas ja se espojaram.<br />E outras nem ciscam mais. <br /><br />Mas o aumento aporreado<br />nem discuto. É este mesmo.<br />Se o feijao ja era aguado..<br />Vai agora sem torresmo. <br /><br />Que os demais penduricalhos,<br />que enobrecem a feijoada,<br />se substitui co’o alho.<br />E bota alho na parada. <br /><br />Eu nao sei se ,a esta altura,<br />eu nao me lasqueei demas.<br />Mas quem diz que o que arde cura..<br />Nao conhece o que a dor faz. <br /><br />Tamos todos embretados.<br />A contar os pila a dedo.<br />Ja que estamos despilchados<br />p’ro Natal, alguns segredos, <br /><br />que podem salvar parceiros,<br />ja que o soldo ta minguado,<br />estao a cavar dinheiro<br />p’ros presentes destinados <br /><br />aos tais de amigos secretos<br />(que agora virou mania)<br />mas que e um jeito discreto<br />p’ra nao se entrar numa fria. <br /><br />Falo por mim.Minha casa<br />aguenta mais um bicao<br />Eu sirvo o peixe,na brasa<br />num molho de camarao. <br /><br />Aba-de-arraia e o peixe.<br />De tatuira e o molho <br />E nao ha la quem se queixe<br />Eu sei porque to de olho. <br /><br />Me viro que nem bolacha<br />na boca de quem e velho<br />Vao ai dicas... Que achas.?<br />Sopinha de escaravelhos!!! <br /><br />Sapatos? Manda so um..<br />Com sola de puro louro<br />ou sem solado nenhum.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 1 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1768</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Com o baita deste aumento <br />que o Jobim nos “ajeitou” <br />e que o Bolsanaro, aos ventos, <br />fez alarde. Proclamou.<br /><br />Vou cuidando que’estas horas <br />as guaiacas estao inchadas <br />Com os pilas que, agora, <br />Dao p’ro aumento das mesadas. <br /><br />Da peonada ao capataz. <br />P’ra pagar bolicho. (venda). <br />Nao me esqueco. É bem capaz! <br />Que em premero vem a Prenda. <br /><br />Ao despois o andarengo <br />que se larga estancia afora<br />Do... Mais poco. Que o indio rengo <br />e de Lei, mas joga fora<br /><br />Com a china apianada.<br />Cancha-reta e mais os pingos<br />Ainda bem que, aqui, balada<br />nao chegou nem os respingos.<br /><br />Mas ja retocando o mate<br />Isso e muita sacanagem!<br />Vou ficar mesmo no empate<br />Devo mais que a porcentagem. <br /><br />Dezasseis e pouco e mixo <br />(Eu ja li isso num verso) <br />Deles, cinco vao p’ro nicho, <br />que onze tao ja bem dispersos <br /><br />por destinos que vareiam <br />desde as pilchas te’a farmacia <br />Pouco sobra aos que bobeiam <br />ou nao sabem d’ Anastacia. <br /><br />Que’e quem sangra e sabe reza <br />e e mestrada em simpatias. <br />Vivente que a gente preza <br />Ove. Bedece e se fia. <br /><br />P’ro nicho se foram cinco. <br />Mais cinco ca pros baguais <br />que deixam a invernada uns brinco <br />Todinha linda, no mas. <br /><br />Co’os seis “ces” vao a esfrega <br />“ces” vao tentear os homi.<br />E o bicho, se correm, pega<br />Se ficam! Ele les come. <br /><br />P’ra tudo ha jeito e maneira <br />É claro.. Cortastes us tragu.<br />O truco. Te as carreira.. <br />Diminuindo os estrago. <br /><br />Soveu, lenco, barbicacho...<br />A prenda diz que estao bem. <br />Puido o poncho eu acho.<br />Ainda serve.? Meu bem. <br /><br />Me encompridando qual cobra, <br />serpenteando atras dum rato,<br />to te enrolando co’a obra. <br />Me afastando, ca, dos fatos. <br /><br />Mas tche tanto’e o desencanto<br />co’esta corja que “emplumada” <br />entoando vai seus cantos <br />sem graca e desafinada. <br /><br />Que no retoque do ano ,<br />e como sempre vazia, <br />mas leva sempre ao engano. <br />a confundir pia e pia.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[REZA FORTE - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1767</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Reza forte a de oces,<br />que implicou melhora e sorte.....<br />Minha prenda ,outra vez<br />ta em casa...E olha o porte!!!!!<br /><br />Se desmanivrou dos home.<br />Se saiu com galhardia.<br />Tirou dez em cada exame.<br />Ta de novo uma guria.<br /><br />Na verdade eu exagero<br />ao falar do seu estado,<br />mas Norah, p’ra ser sincero,<br />ja driblou o mau-olhado.<br /><br />Volta as lides como antes<br />a comandar, la da cama,<br />todo o mundo...Te os distantes.<br />So dos netos nao reclama.<br /><br />Ta com a voz ainda triste.<br />Ainda um pouco ofegante.<br />Ta comendo poco alpiste.,<br />mas ta linda e elegante.<br /><br />Acho que ela recupera<br />todo ardor esfusiante,<br />ja que nela nao se altera<br />o tom doce e cativante.<br /><br />Enfim nos agradecemos<br />o interesse do conjunto<br />e a fe que todos nos temos<br />a rezar e a rezar juntos.<br /><br />Rezo eu, reza quem pode<br />que o rezar e um forte rito.<br />que de nos, assim,sacode<br />o mal que se estava inscrito.<br /><br />Na verdade,  ta novinha.<br />Ta brilhando feito folha<br />de parreira que a vinha<br />guarda a uva e da escolha<br /><br />as maos que colhem os cachos<br />que se transformam nos vinhos<br />das damas e ca dos machos<br />que os sorvem com seus vizinhos..<br /><br />E a la gra cria tche ! Xo brega !<br />É faca... É faca na bota!<br />Guria que nao se entrega.<br />Se quebra, mas nao se entorta.<br /><br />É isto ai minha gente<br />les agradeco no mas<br />aos que, como eu,menos crente<br />e aos que acreditam mais.<br /><br />Les agradeco,repito<br />E a voz vem do fundo d’alma.<br />De obrigado e o meu grito<br />que “de inojos” vai as palmas.<br /><br />E ha um tisco de egoismo<br />na minha felicidade,<br />pois le invejo o estoicismo,<br />que le acompanha na idade,<br /><br />pois,de alma franca e faceira<br />se veio assim pela vida,<br />e sendo sempre a primeira<br />a me lembrar que na lida<br /><br />nao me bastasse co’o empate.<br />Que me preferia morto<br />do que buscando arremates<br />em troca de algum conforto.<br /><br />Le devo tudo o que sou.<br />Le devo tudo o que tenho.<br />E se nao sei pr’onde vou<br />nunca esqueci d’onde venho]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[TERCEIRA IDADE - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1766</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Vens, por ai, trancando, ao laco, tentos.<br />Terceando, ao tempo,os lestos nos dos anos<br />que te passaram, muito mais, momentos<br />que de alegrias do que desenganos.<br /><br />E, em cada ano, uma nova aurora<br />prenhe de sonhos e d’esperancas feita.<br />É o reflorir de uma manha que aflora,<br />levando a noite ja em luz desfeita.<br /><br />E assim vens vindo....Nao envelhecendo,<br />mas renascendo, ano a ano, enquanto<br />nao te faltar o derradeiro abrigo<br /><br />do amor da esposa –terno referendo-<br />dos filhos,filhas,netas,netos tanto<br />quanto dos queras que te sao amigos.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[ÚLTIMOS MATES - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1765</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Ja to sentindo<br />o puaco nas costelas....<br />Meio embretado<br />nos setenta e sete,<br />sinto as rosetas<br />desta vida, e elas<br />ainda me empurram<br />pr`eu ganhar o brete<br /><br />Ja redomao nao sou,<br />mais inda arisco<br />tartamudeante,<br />vou trocando orelha<br />a ver se ganho, ao tempo,<br />mais um tisco<br />p`ra mais uns mates<br />meio assim de esguelha.<br /><br />E a cada sorvo,<br />sinto que o porongo<br />me faz a seiva<br />menos agridoce<br />e, hoje,os meus mates<br />parecem mais longos...<br /><br />E a la gra cria!<br />Todos ja partiram...<br />E me deixaram so.<br />Como se eu fosse<br />resto de fogo<br />que as cinzas ja cobriram ]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[GUARDANDO OS BADULAQUES - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1764</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Me voy tranquilo a guardar aperos.<br />Velhos avios. Pouco mais que nada.<br />A bomba. A cuia e alguns cincerros<br />ja desbastados em meio as jornadas.<br /><br />O ponche velho. Roto e esfarrapado<br />que agasalhou meus sonhos missioneiros,<br />que a prenda nunca os quis saber rasgados<br />e em seu amor sempre os manteve inteiros.<br /><br />O pala amigo que as noites no pampa<br />serviu de abrigo ao desvelado zelo<br />que era esconder em suas dobras a estampa<br />do pingo triste... Do pobre sinuelo....<br /><br />E a guaiaca. O Laco e a boleadeira<br />A adaga. A lanca. E o soveu carpido.<br />A trempe. O tacho e a velha chaleira.<br />O lenco e um naco de fumo curtido<br /><br />Somam-se aos trastes de usanca a lida,<br />reponteando a tropilha dos meus sonhos<br />que so buscaram dar mais vida a vida<br />dos haraganos que so por bisonhos<br /><br />acreditavam porque nao sabiam<br />do que a justica lhes garante e ate<br />se conformavam co’um pouco que tinham<br />se abastardando com restos de fe.<br /><br />E assim vim vindo pela ai curtindo<br />uma esperanca de xiru maleva...<br />Abichornado, as veiz.. As veiz sorrindo,<br />Pois que o que e do home o mal nao leva.<br /><br />Garrado a prenda eu me vim baldoso<br />A dar pranchacos. a cravar esporas...<br />firme no laco e a pialar tinhoso,<br />sem me importar em como andavam as horas.<br /><br />E assim vivi qual que galo de briga<br />me entreverando como um indio maula,<br />sem aceitar, nem por pequena, a intriga<br />pois me pariram meio maula e taura.<br /><br />E assim vou indo qual gauderio andejo,<br />-triste andarengo de muita invernada-<br />entre os meus sonhos e os meus desejos<br />tendo a esperanca a minha vanguarda.<br /><br />Comigo e sempre a minha prenda amada.<br />Minhas tres Annas (recados de amor)...<br />Que as quatro foram meu arrimo a estrada.<br />meu fogo amigo as horas dor.<br /><br />Juntando os poucos dos meus badulaques<br />Vendo-me a mim do tempo em que piazito<br />Vencia leguas sem nenhum achaque.<br /><br />E entao me ajeito pra sorver uns goles<br />do mate amargo, chimarrao campeiro......<br />Ressoa ao longe uma gaita-de-foles<br />e as saudades de me invadem inteiro.]]></description>
      </item>
  </channel>
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