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    <title>Guapos - Noticias</title> 
    <link>http://www.guapos.com.br/</link> 
    <description>Seu site tradicionalista!</description> 
    <language>pt-br</language> 
    <copyright>Guapos - Todos os direitos reservados.</copyright>
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      <title>Guapos</title> 
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    <lastBuildDate>09/09/2010</lastBuildDate> 
    <webMaster>Jeff - Guapos - guapos@guapos.com.br</webMaster>
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        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 3 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1770</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Um ferro-de-passar roupa...<br />Daqueles de por carvao.<br />Ceroulas de pura estopa.<br />De querozene um lampeao. <br /><br />Uma galena (sem fone).<br />Lamparina . Candeeiro.<br />Ou quem sabe..um gramofone.<br />Ah!.. Tinta p’ra algum tinteiro. <br /><br />Escovao e parquetina<br />p’ro encerado ca de casa.<br />Creolina,das que em tina.<br />Fogareiro.. Dos de brasa. <br /><br />Formiga marca sauva<br />ou entao uma abelheira.<br />Cupim do mato ou cabriuva,<br />que e enfezada e mordedeira. <br /><br />Uma vespeira ou um cacho<br />de camotinhas sacanas,<br />que mordem em cima e em baixo,<br />ou uma dez africanas. <br /><br />Uma lacraia teimosa.<br />Manduruvas..Manda uns quatro.<br />Uma lagarta-de-rosa.<br />Dois carrapatos do mato. <br /><br />Um aquario com piranhas.<br />Sangue-sugas de montao.<br />Se puder, uma ariranha...<br />E,de inhapa ,um tubarao. <br /><br />Beico.Pormao.Passarinha.<br />Tripa.Garrao ou goela.<br />Lingua..E ,se a rez for magrinha,<br />pode manda a espinhela. <br /><br />Bueno me vou a la cria<br />pois falam em tunda de laco<br />e o amigo aqui desconfia<br />que esta causando embaraco.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 2 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1769</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Inda’ha crente que se presta <br />e lhe vem fazer o coro.<br />Ta esquecido de que resta,<br />no silencio, mais decoro. <br /><br />Sou xiru criado guaxo<br />e “por guaxo” sou bardoso. <br />Sou galo velho, mas macho<br />p’ra quem o tempo e formoso <br /><br />Por isso so me da pena <br />dos outros galos gasguitas <br />penosos que ,ainda em cena ,<br />levam, no peito, as desditas. <br /><br />Nao podem mais ,no terreiro,<br />como antes, cantar.E forte. <br />E que iam ao rinhedeiro<br />conquistar as suas sortes. <br /><br />Co “o bico. e cravando espora<br />nos galo veio ou frangote.<br />Sangrando penas afora.<br />mas firmes nos arrebotes. <br /><br />Mas, hoje, desmilinguido<br />Ve que outro e o galinheiro.<br />E os pintos chegam crescidos<br />Co “oszoio so nos mieiro”. <br /><br />E a sorte nao lhe e madrinha,<br />pois tem que escutar seu canto<br />que cacarejam galinha<br />e frangos-ao-primo-canto. <br /><br />Que ao zorro se acolheraram<br />e vao ciscando no mas.<br />Que algumas ja se espojaram.<br />E outras nem ciscam mais. <br /><br />Mas o aumento aporreado<br />nem discuto. É este mesmo.<br />Se o feijao ja era aguado..<br />Vai agora sem torresmo. <br /><br />Que os demais penduricalhos,<br />que enobrecem a feijoada,<br />se substitui co’o alho.<br />E bota alho na parada. <br /><br />Eu nao sei se ,a esta altura,<br />eu nao me lasqueei demas.<br />Mas quem diz que o que arde cura..<br />Nao conhece o que a dor faz. <br /><br />Tamos todos embretados.<br />A contar os pila a dedo.<br />Ja que estamos despilchados<br />p’ro Natal, alguns segredos, <br /><br />que podem salvar parceiros,<br />ja que o soldo ta minguado,<br />estao a cavar dinheiro<br />p’ros presentes destinados <br /><br />aos tais de amigos secretos<br />(que agora virou mania)<br />mas que e um jeito discreto<br />p’ra nao se entrar numa fria. <br /><br />Falo por mim.Minha casa<br />aguenta mais um bicao<br />Eu sirvo o peixe,na brasa<br />num molho de camarao. <br /><br />Aba-de-arraia e o peixe.<br />De tatuira e o molho <br />E nao ha la quem se queixe<br />Eu sei porque to de olho. <br /><br />Me viro que nem bolacha<br />na boca de quem e velho<br />Vao ai dicas... Que achas.?<br />Sopinha de escaravelhos!!! <br /><br />Sapatos? Manda so um..<br />Com sola de puro louro<br />ou sem solado nenhum.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[RASCUNHANDO A TROVA - 1 - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1768</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Com o baita deste aumento <br />que o Jobim nos “ajeitou” <br />e que o Bolsanaro, aos ventos, <br />fez alarde. Proclamou.<br /><br />Vou cuidando que’estas horas <br />as guaiacas estao inchadas <br />Com os pilas que, agora, <br />Dao p’ro aumento das mesadas. <br /><br />Da peonada ao capataz. <br />P’ra pagar bolicho. (venda). <br />Nao me esqueco. É bem capaz! <br />Que em premero vem a Prenda. <br /><br />Ao despois o andarengo <br />que se larga estancia afora<br />Do... Mais poco. Que o indio rengo <br />e de Lei, mas joga fora<br /><br />Com a china apianada.<br />Cancha-reta e mais os pingos<br />Ainda bem que, aqui, balada<br />nao chegou nem os respingos.<br /><br />Mas ja retocando o mate<br />Isso e muita sacanagem!<br />Vou ficar mesmo no empate<br />Devo mais que a porcentagem. <br /><br />Dezasseis e pouco e mixo <br />(Eu ja li isso num verso) <br />Deles, cinco vao p’ro nicho, <br />que onze tao ja bem dispersos <br /><br />por destinos que vareiam <br />desde as pilchas te’a farmacia <br />Pouco sobra aos que bobeiam <br />ou nao sabem d’ Anastacia. <br /><br />Que’e quem sangra e sabe reza <br />e e mestrada em simpatias. <br />Vivente que a gente preza <br />Ove. Bedece e se fia. <br /><br />P’ro nicho se foram cinco. <br />Mais cinco ca pros baguais <br />que deixam a invernada uns brinco <br />Todinha linda, no mas. <br /><br />Co’os seis “ces” vao a esfrega <br />“ces” vao tentear os homi.<br />E o bicho, se correm, pega<br />Se ficam! Ele les come. <br /><br />P’ra tudo ha jeito e maneira <br />É claro.. Cortastes us tragu.<br />O truco. Te as carreira.. <br />Diminuindo os estrago. <br /><br />Soveu, lenco, barbicacho...<br />A prenda diz que estao bem. <br />Puido o poncho eu acho.<br />Ainda serve.? Meu bem. <br /><br />Me encompridando qual cobra, <br />serpenteando atras dum rato,<br />to te enrolando co’a obra. <br />Me afastando, ca, dos fatos. <br /><br />Mas tche tanto’e o desencanto<br />co’esta corja que “emplumada” <br />entoando vai seus cantos <br />sem graca e desafinada. <br /><br />Que no retoque do ano ,<br />e como sempre vazia, <br />mas leva sempre ao engano. <br />a confundir pia e pia.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[REZA FORTE - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1767</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Reza forte a de oces,<br />que implicou melhora e sorte.....<br />Minha prenda ,outra vez<br />ta em casa...E olha o porte!!!!!<br /><br />Se desmanivrou dos home.<br />Se saiu com galhardia.<br />Tirou dez em cada exame.<br />Ta de novo uma guria.<br /><br />Na verdade eu exagero<br />ao falar do seu estado,<br />mas Norah, p’ra ser sincero,<br />ja driblou o mau-olhado.<br /><br />Volta as lides como antes<br />a comandar, la da cama,<br />todo o mundo...Te os distantes.<br />So dos netos nao reclama.<br /><br />Ta com a voz ainda triste.<br />Ainda um pouco ofegante.<br />Ta comendo poco alpiste.,<br />mas ta linda e elegante.<br /><br />Acho que ela recupera<br />todo ardor esfusiante,<br />ja que nela nao se altera<br />o tom doce e cativante.<br /><br />Enfim nos agradecemos<br />o interesse do conjunto<br />e a fe que todos nos temos<br />a rezar e a rezar juntos.<br /><br />Rezo eu, reza quem pode<br />que o rezar e um forte rito.<br />que de nos, assim,sacode<br />o mal que se estava inscrito.<br /><br />Na verdade,  ta novinha.<br />Ta brilhando feito folha<br />de parreira que a vinha<br />guarda a uva e da escolha<br /><br />as maos que colhem os cachos<br />que se transformam nos vinhos<br />das damas e ca dos machos<br />que os sorvem com seus vizinhos..<br /><br />E a la gra cria tche ! Xo brega !<br />É faca... É faca na bota!<br />Guria que nao se entrega.<br />Se quebra, mas nao se entorta.<br /><br />É isto ai minha gente<br />les agradeco no mas<br />aos que, como eu,menos crente<br />e aos que acreditam mais.<br /><br />Les agradeco,repito<br />E a voz vem do fundo d’alma.<br />De obrigado e o meu grito<br />que “de inojos” vai as palmas.<br /><br />E ha um tisco de egoismo<br />na minha felicidade,<br />pois le invejo o estoicismo,<br />que le acompanha na idade,<br /><br />pois,de alma franca e faceira<br />se veio assim pela vida,<br />e sendo sempre a primeira<br />a me lembrar que na lida<br /><br />nao me bastasse co’o empate.<br />Que me preferia morto<br />do que buscando arremates<br />em troca de algum conforto.<br /><br />Le devo tudo o que sou.<br />Le devo tudo o que tenho.<br />E se nao sei pr’onde vou<br />nunca esqueci d’onde venho]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[TERCEIRA IDADE - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1766</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Vens, por ai, trancando, ao laco, tentos.<br />Terceando, ao tempo,os lestos nos dos anos<br />que te passaram, muito mais, momentos<br />que de alegrias do que desenganos.<br /><br />E, em cada ano, uma nova aurora<br />prenhe de sonhos e d’esperancas feita.<br />É o reflorir de uma manha que aflora,<br />levando a noite ja em luz desfeita.<br /><br />E assim vens vindo....Nao envelhecendo,<br />mas renascendo, ano a ano, enquanto<br />nao te faltar o derradeiro abrigo<br /><br />do amor da esposa –terno referendo-<br />dos filhos,filhas,netas,netos tanto<br />quanto dos queras que te sao amigos.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[ÚLTIMOS MATES - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1765</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Ja to sentindo<br />o puaco nas costelas....<br />Meio embretado<br />nos setenta e sete,<br />sinto as rosetas<br />desta vida, e elas<br />ainda me empurram<br />pr`eu ganhar o brete<br /><br />Ja redomao nao sou,<br />mais inda arisco<br />tartamudeante,<br />vou trocando orelha<br />a ver se ganho, ao tempo,<br />mais um tisco<br />p`ra mais uns mates<br />meio assim de esguelha.<br /><br />E a cada sorvo,<br />sinto que o porongo<br />me faz a seiva<br />menos agridoce<br />e, hoje,os meus mates<br />parecem mais longos...<br /><br />E a la gra cria!<br />Todos ja partiram...<br />E me deixaram so.<br />Como se eu fosse<br />resto de fogo<br />que as cinzas ja cobriram ]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[GUARDANDO OS BADULAQUES - Aecio Kauffmann]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1764</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Me voy tranquilo a guardar aperos.<br />Velhos avios. Pouco mais que nada.<br />A bomba. A cuia e alguns cincerros<br />ja desbastados em meio as jornadas.<br /><br />O ponche velho. Roto e esfarrapado<br />que agasalhou meus sonhos missioneiros,<br />que a prenda nunca os quis saber rasgados<br />e em seu amor sempre os manteve inteiros.<br /><br />O pala amigo que as noites no pampa<br />serviu de abrigo ao desvelado zelo<br />que era esconder em suas dobras a estampa<br />do pingo triste... Do pobre sinuelo....<br /><br />E a guaiaca. O Laco e a boleadeira<br />A adaga. A lanca. E o soveu carpido.<br />A trempe. O tacho e a velha chaleira.<br />O lenco e um naco de fumo curtido<br /><br />Somam-se aos trastes de usanca a lida,<br />reponteando a tropilha dos meus sonhos<br />que so buscaram dar mais vida a vida<br />dos haraganos que so por bisonhos<br /><br />acreditavam porque nao sabiam<br />do que a justica lhes garante e ate<br />se conformavam co’um pouco que tinham<br />se abastardando com restos de fe.<br /><br />E assim vim vindo pela ai curtindo<br />uma esperanca de xiru maleva...<br />Abichornado, as veiz.. As veiz sorrindo,<br />Pois que o que e do home o mal nao leva.<br /><br />Garrado a prenda eu me vim baldoso<br />A dar pranchacos. a cravar esporas...<br />firme no laco e a pialar tinhoso,<br />sem me importar em como andavam as horas.<br /><br />E assim vivi qual que galo de briga<br />me entreverando como um indio maula,<br />sem aceitar, nem por pequena, a intriga<br />pois me pariram meio maula e taura.<br /><br />E assim vou indo qual gauderio andejo,<br />-triste andarengo de muita invernada-<br />entre os meus sonhos e os meus desejos<br />tendo a esperanca a minha vanguarda.<br /><br />Comigo e sempre a minha prenda amada.<br />Minhas tres Annas (recados de amor)...<br />Que as quatro foram meu arrimo a estrada.<br />meu fogo amigo as horas dor.<br /><br />Juntando os poucos dos meus badulaques<br />Vendo-me a mim do tempo em que piazito<br />Vencia leguas sem nenhum achaque.<br /><br />E entao me ajeito pra sorver uns goles<br />do mate amargo, chimarrao campeiro......<br />Ressoa ao longe uma gaita-de-foles<br />e as saudades de me invadem inteiro.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[DE QUEM VIVE DOS ARREIOS - Gilberto Trindade dos Anjos]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1763</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Vive de encilhar baguais<br />sofrenando os seus anseios,<br />e no ranger dos arreios<br />tropeia ilusoes reiunas<br />no fogonear das auroras...<br />Na serventia dos bastos<br />leva seus sonhos de arrasto<br />nas estrelas das esporas.<br /><br />De tanto ajeitar cavalos<br />perdeu a conta dos golpes<br />e dos tiroes que levou<br />na labuta do estrivo...<br />Sem retrucar com o destino<br />vai desgrenhando a melena<br />quando atira suas penas<br />pro lombo de algum malino.<br /><br />Gosta de ver num palanque<br />um cosquilhoso bufando<br />com o pelo todo arrepiado,<br />e um convite dos mais quebras<br />pra um ginete ja sovado,<br />que vive em chao de mangueiras<br />lavando a alma campeira<br />na baba dos aporreados!!!<br /><br />Sua vida e jogar as garras <br />pra cima de um desbocado<br />e sair enforquilhado<br />num barulhento escarceu...<br />Pois so acalma suas ansias<br />alcando voos do chao,<br />no lombo de um redomao<br />beijando estrelas no ceu.<br /><br />Conhece todos misterios<br />e as manhas que “hay” nesta luta<br />entre o instinto e a razao.<br />Nesta estranha mutacao<br />que dois maulas poem na estampa<br />na iminencia de um embate!<br />E empenhando as proprias vidas<br />numa arena de mangueira,<br />vao misturar suor e sangue<br />com a ferrugem das esporas,<br />e escrever mais uma historia<br />pras legendas do Rio Grande!!!<br /><br />Nem a promessa mais seria<br />lhe tira dessa toada,<br />de encilhar as madrugadas<br />e dar espora a bagual...<br />Mas quando a alma se inquieta<br />e corcoveia “aos tirao”,<br />enseba as suas  “de garrao”<br />e rumbeando pro outro lado<br />vai tentear algum “regalo”<br />numa  “criolla” Oriental. <br /><br />E a hora que a estrela Dalva<br />acende o candeeiro ao longe,<br />e uma quietude de monge<br />se estende sobre a querencia,<br />a negra boca da noite <br />lhe assopra as brasas dos sonhos<br />em colossais ventanias...<br />Solta as redeas “a la cria” <br />de um xucro sonho crinudo<br />e vai se grudar em um beicudo<br />num rodeio em Vacaria.<br /><br />Entre uma jornada e outra,<br />puxa as brasas pra cambona,<br />e lembra aquela gaviona <br />que pealou seus pensamentos...<br />Traz a guitarra pra o peito<br />dando vaza aos sentimentos,<br />e numa milonga baguala<br />larga suas queixas ao vento! <br /><br />E assim vai toreando a vida<br />em cima dos seus arreios,<br />domando pingos alheios<br />a puacos de nazarenas,<br />de seu -as tralhas que ate dao pena-<br />de tanto levar tirao,<br />e um zaino cor de pinhao<br />com estampa de parelheiro<br />que ao trotezito faceiro<br />nem toca as patas no chao!<br /><br />Leva o Rio Grande por diante<br />na peiteira dos arreios,<br />e nem o tempo mais feio<br />lhe tira a luz das auroras,<br />e o tino em cruzar caminhos<br />na serventia dos bastos,<br />arrastando sonhos gastos<br />nas estrelas das esporas!!!]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[DE SECA E ENXURRADA - Jorge Claudemir Soares]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1762</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Tremeluz o sol na coxilha,<br />ameacando o pasto do Outono.<br />O campeiro, perde o sono<br />pedindo que Deus ajude,<br />que pr'uns dias o tempo mude,<br />e faca cair uma chuva,<br />pois, se nao, o que se muda<br />e a querencia do homem rude.<br /><br />Se a seca nao der uma tregua,<br />aos poucos o gado definha,<br />e o campeiro se avizinha<br />dos luzeiros da cidade.<br />Vai camperear dignidade<br />nos amontoados urbanos,<br />viver sem nome, orelhano,<br />vender a forca e a idade.<br /><br />La sim, a seca ta braba!<br />Nem tem mais o que salvar.<br />Quando o campeiro chegar<br />e desemalar os aperos,<br />embretara um pesadelo<br />maior que esse do campo,<br />so sobrara o desencanto,<br />a fome e o desespero.<br /><br />Nao tera mais o seu pingo,<br />nem o churrasco na brasa;<br />o galpao nao sera casa,<br />e nao tera o chimarrao.<br />Se um piazito chorao,<br />reclamar da barriguinha,<br />talvez, nao tenha a farinha <br />pra dar um jeito num pao.<br /><br />Quando o sul vestir o poncho,<br />a chuva, ja nem lhe importa.<br />Suas raizes estarao mortas<br />e nao mais sera um campeiro,<br />sera somente um povoeiro<br />vivendo, “se Deus quiser”,<br />levando de tiro a mulher<br />e a prole de um changueiro.<br /><br />Se lembrara com saudade,<br />das coisas la da campanha<br />vai estancar com uma “cana”<br />a estiagem de sustento,<br />construira apartamentos<br />pra conseguir os municios,<br />e ruminara os resquicios <br />de recuerdos de outros tempos.<br /><br />La no povo tudo e seca,<br />da boia, aos sentimentos;<br />ninguem escuta lamentos<br />e pouco importa o irmao.<br />Se alguem da com uma mao,<br />logo, puxa com a outra;<br />a vida e sempre potra<br />e o destino e redomao.<br /><br />Se o sol larga da cisma<br />de se deitar colorado,<br />e vai dormir bem tapado<br />no fim do quarto minguante,<br />o sonho do retirante<br />a cada muda se renova!<br />Se chover na lua nova,<br />chove nos quartos restantes.<br /><br />E o campeiro gasta a vida<br />pedindo que mude o vento,<br />e um temporal aguachento<br />traga-lhe a paz e a bonanca,<br />e possa voltar pra estancia<br />com a rebrota do pasto,<br />recuperar o tempo gasto<br />campereando a esperanca.<br /><br />Com a chuva vem fartura<br />de repasto e de quimeras,<br />e a estancia que foi tapera<br />renasce da chuvarada<br />volta o homem pra morada<br />reaprendendo a sonhar<br />e a nunca mais reclamar<br />da chuva e da enxurrada.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[BRETES - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1761</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Foi gauderiando <br />pelos corredores,<br />que cabresteei a dor,<br />sem resistencia. <br /><br />Embora viva <br />a ansia de buscar,<br />ao menor gesto<br />me cerceavam bretes.<br /><br />Palanqueado a sombra<br />de ruminacoes,<br />gastei a vida <br />e escarnei a alma.<br /><br />Embucalado pela mao <br />do tempo,<br />o abandono me encilhou<br />de espera,<br />para o destino me esporear<br />de morte.<br /><br />Atras, o que e perdido.<br /><br />adiante, o nada. <br /><br />Maneado cavo,<br />a propria sepultura.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[BOLICHO - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1760</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[<b>Ao amigo Joel Pires (Santo Augusto/RS)</b><br /><br />Bolicho beira de estrada,<br />porta grande, sem tramela.<br />Um jeitao de sentinela<br />da velha pampa indomada.<br />Ponto certo da peonada<br />e o andarengo que passa.<br />No quarador, a cachaca<br />e utensilios do pago;<br />Bolicho que trago a trago,<br />moldou a estirpe da raca.<br /><br />Um balcao de tabua bruta,<br />dum canto a outro da sala,<br />repicoteado de bala<br />e a velha adaga batuta...<br />A memoria em reculuta,<br />traz de volta o primitivo<br />gauderio, batendo estrivo,<br />que vem buscar-te o consolo.<br />Velho bolicho crioulo,<br />com saudades, te revivo.<br /><br />Teu feitio meio enviesado<br />faz parte do teu entono,<br />o mais requintado trono,<br />dos monarcas do passado.<br />Nem o mais santo feriado,<br />te fez fechar algum dia.<br />Rebolico e cantoria,<br />,a canha, o truco e a tava.<br />E um cusco manso que andava<br />misturado a freguesia...<br /><br />Bolicho, do brim riscado<br />e a bomba pra o chimarrao.<br />Prego, alpargata, lampiao, <br />enxada, foice e machado.<br />Fivela , argola e arado.<br />Fumo, sal e rapadura.<br />À vista de quem procura,<br />posto ao correr do baldrame;<br />Martelo e rolos de arame,<br />freio, espora e ferradura...<br /><br />Hay no Bolicho campeiro,<br />do meu Rio Grande crioulo.<br />Avios de oficio e rebolo,<br />tesoura e pedra de isqueiro.<br />A capa pra o aguateiro,<br />o cincerro e o facao.<br />Agulha, linha e botao.<br />Chapeu, garrucha, chaleira<br />e a cherenga carneadeira,<br />eterna amante do peao.<br /><br />Bolicho que conta a historia,<br />da mais sangrenta peleia,<br />e o aco que relampeia<br />no ceu da tua memoria...<br />Mas para o guasca era a gloria,<br />brigar a troco de nada;<br />um cochicho, uma flauteada,<br />bastava para o embate,<br />deixando o chao escarlate<br />do Bolicho beira estrada.<br /><br />Teu chucrismo abarbarado,<br />ostentaste por capricho;<br />por isso velho Bolicho,<br />estas na historia encravado.<br />De para-peito emprumado,<br />qual um cacique Charrua.<br />Deixa que o mundo evolua,<br />mas nao te mate a memoria,<br />pois ninguem tera historia,<br />mais gauchesca que a tua...]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[BILHETE - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1759</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Encilho a rima, que e flete<br />de todo o verso, ginete.<br />Quem ir nao pode, remete <br />de quando em vez, um bilhete.<br /><br />Ó Julio Cesar Paim, <br />e simplesmente infinita,<br />a honra pela visita,<br />que vieste fazer pra mim.<br />Outra alegria sem fim,<br />e ver-te ouvindo o que eu digo.<br />Ja tento, mas nao consigo,<br />versejar o termo exato,<br />que exprima o quanto sou grato<br />em saber, que es meu amigo...<br /><br />Ah! se palavra tivesse<br />o poder de distinguir, <br />entre expressar, e sentir,<br />sem que a emocao interviesse; <br />dai talvez, eu pudesse, <br />dizer da satisfacao,<br />que das a mim, “caro irmao,”<br />me pondo em extase imerso,<br />ao elogiares meu verso,<br />com sincera apreciacao.<br /><br />Rebusco o termo, -campeio-,<br />que a tua grandeza exprima,<br />para Cesar, nao hai rima,<br />no tempo guacho, onde apeio;<br />Talvez por que ando alheio,<br />as impressoes do misterio.<br />M’indago apenas, mui serio:<br />Que razoes levam no mais, <br />para os mesmos ideais,<br />um letrado, e um gauderio? ]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[BALCÃO DE NEGOCIATA - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1758</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Meus patricios brasileiros,<br />Somos um povo, uma raca,<br />Que a injustica e a trapaca,<br />Vem-nos tornado estradeiros.<br />E os governos metaleiros,<br />Que vivem a nosso custo,<br />Querem nos ganhar no susto,<br />Com calunia e opressao,<br />Contra qualquer cidadao,<br />Que exija, um governo justo.<br /><br />Aonde esta, a justica?<br />Assim, o povo reclama.<br />So age em favor da fama,<br />Do poder e da cobica...<br />Pois quando um pobre se ourica,  <br />Em defesa do que come,<br />Morre a causa e ele some,<br />Engolido pelo nobre,<br />Enquanto num rancho pobre,<br />Seus filhos morrem de fome!!!<br /><br />Somos vitimas do jogo,<br />Dum governo autoritario,<br />Pensa que o povo e otario,<br />Esse falso, e demagogo...<br />Nunca pos a mao no fogo,<br />Em defesa dessa gente,<br />Que sempre fala o que sente,<br />E so quer o que precisa,<br />Ou da a propria camisa,<br />Por uma causa decente. <br /><br />Pois o Brasil, meu amigo,<br />É um balcao de negociata;<br />Trocando, ouro por prata,<br />E crianca, por mendigo... <br />Cada vez mais o perigo<br />Nos afronta e nos ameaca,<br />Vendo isso, eu me alvoroco, <br />Defendemos o que e nosso,<br />Ou acabam coma nossa raca.<br /><br />A miseria anda na rua,<br />No Brasil, de sul a norte,<br />Cruzado e a moeda forte,<br />Pra aumentar a falcatrua.<br />O desmando continua,<br />Sem respeitar o alheio,<br />Pois nao ha, quem bote freio<br />Nas unhas, dos salafrarios,<br />Politicos e empresarios<br />No oficio, de roubo a meio.<br /><br />E aqui, do lado de fora,<br />O povo assiste inseguro,<br />O gato em cima do muro,<br />Escolhe, onde salta agora, <br />Mas nunca antes da hora,<br />So age, na conveniencia,<br />Se reveste em complacencia, <br />E promessas descabidas,<br />Usando as classes sofridas,<br />Que vivem, sem previdencia...<br /><br />É pena, ver o Brasil,<br />Sob o poder da ganancia,<br />Sem horizonte pra infancia,<br />Tao desnutrida e febril.<br />Desumano poderio, <br />Que ao pobre nao da sossego.<br />À triste conclusao chego:<br />O povo e sempre enganado,<br />E o jovem sacrificado,<br />Sem ensino e sem emprego.<br /><br />Somos um barco perdido,<br />Num oceano, sem porto,<br />Pra aumentar o desconforto<br />Do nosso homem sofrido,<br />Massacrado e oprimido,<br />Pela forca, mercenaria,<br />Prepotencia fazendaria,<br />Patrocinando o bordel,<br />Pra nao sair do papel <br />a tal de reforma agraria.<br /><br />Entao eu paro, e medito,<br />Com relacao ao futuro,<br />Vejo um horizonte escuro,<br />Perder-se no infinito...<br />Olho para o chao que habito,<br />Que nao pertence a ninguem.<br />Nao preciso ir muito alem,<br />Para distinguir quem erra.<br />So em sete palmos de terra,<br />Que o homem direito tem!!!<br /><br />A incoerencia prossegue,<br />No interior, e na cidade;<br />Corrupcao e vaidade<br />Nao ha, quem as desagregue.  <br />E a populacao entregue,<br />Ao desmando do insensato,<br />Ja sem comida no prato,<br />E o seu caminho inseguro,<br />Pra garantir-lhe o futuro,<br />Nao encontra candidato.<br /><br />Lhe peco escusas patricio, <br />Pelas expressoes que uso, <br />Pra denunciar o abuso,<br />Que nos leva ao precipicio. <br />Mais que obsessao, um vicio, <br />Sem precedente na historia,<br />Querendo tornar ingloria,<br />A luta da sociedade,<br />Pela plena liberdade,<br />Que temos de memoria.<br /><br />Sou transparente e direto,<br />Na palavra e na acao...<br />Sempre em defesa do irmao<br />Carente de pao, e teto; <br />Do leigo e do analfabeto,<br />Que o perverso ludibria. <br />Mas ha de chegar o dia,<br />Que o povo estara esperto,<br />Apontando o rumo certo,<br />Pra quem nao tem serventia.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[ANDEJO - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1757</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Eu venho da pradaria,<br />De donde o centauro veio,<br />Andejo de todo dia,<br />Refugando basto e freio;<br />Conheco estrada e atalho,<br />Nunca me faltou trabalho<br />Estou em casa, onde apeio.<br /><br />Gosto das rodas de mate,<br />Ao de redor dum ticao,<br />Dos causos sem arremate<br />Tropeada e revolucao...<br />Corcovo, berro e relincho<br />E um desmanche de bochincho,<br />À pranchacos de facao.<br /><br />Do campo conheco a lida,<br />Desde guri, campereio<br />Frente aos apertos da lida,<br />Jogo tava e carpeteio...<br />Larguei a ferro marcado,<br />Muito bagual aporreado,<br />Que foi campeao de rodeio.<br /><br />Gosto de tudo o que faco,<br />No galpao, campo e mangueira,<br />Carneanca e tiro de laco,<br />Ou ordenhando a tambeira,<br />Depois na mesa o sustento<br />Nao sei se hay alimento<br />Melhor que a boia campeira.<br /><br />E num fandango? Ala puxa!  <br />Me, atraco o mesmo que um bicho,<br />Danco de espora e garrucha,<br />Marcando o passo, a capricho,<br />Deixando que o taura encoste<br />Nao hay china que nao goste,<br />Dum remelexo de xixo. <br /><br />Gosto do ar da campanha,<br />E o barulho da vertente,<br />La do bolicho, onde a canha,<br />Desfaz as magoas da gente.<br />De graca eu arrisco a sorte,<br />E por que temer a morte,<br />Quem nao nasceu pra semente?<br /><br />Assim vou cruzando o pampa,<br />Livre no mais, ao tranquito... <br />Por onde o ceu se destampa,<br />Vou gauderiando solito,<br />Ao vento Hermano dizendo:<br />Hei de morrer defendendo<br />O xucro solo que habito.]]></description>
      </item>
      <item>
        <title><![CDATA[VELHA MARIANA - Nabuco Portes]]></title> 
        <link>http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1756</link> 
        <datePosted></datePosted> 
        <creator><![CDATA[Equipe de Redação Gu@pos]]></creator>
        <description><![CDATA[Velha Mariana caseira <br />Mescla horta e fogao<br />Tira leite na mangueira<br />Atica o fogo de chao<br />Benze doente e remedeia<br />Para garantir a ceia<br />Soca que soca pilao. <br /><br />Nem bem amanhece o dia<br />Esta ela na cozinha<br />Enquanto a chaleira chia<br />Vai ordenhar a mancinha<br />Volta pra um mete ligeiro<br />Pois tem que ir ao terreiro<br />Tratar de pinto e galinha.<br /><br />Racao pro porco na engorda<br />Pra carne, banha toicinho <br />Por p petico na corda<br />Pro Pia que vai ao moinho<br />Afia a enxada com jeito<br />E vai mourejar no eito<br />Pisando cobra e espinho.<br /><br />Volta repisando o rasto<br />Sem o menor alvoroco<br />C’uma bracada de pasto<br />Que vem assando o pescoco<br />Corta lenha, poda vinha<br />Muda couve e cebolinha<br />Os temperos do almoco.<br /><br />Um filho chora, outro chama<br />O ventre se lhe avisa<br />É o marido que reclama<br /> Da bombacha ou da camisa<br />Vai da louca, pro rosario <br />Os partos no vizindario<br />Todo o mundo lhe precisa.<br /><br />Nao tem hora pra deitar<br />E nem pra em pe se por<br />Vive em funcao de ajudar<br />Nao interessa quem for <br />Bate roupa, amassa pao<br />Remenda, prega botao<br />E da exemplo de amor.<br /><br />Velha Mariana sofrida<br />Que nunca perde a esperanca<br />Assim vai gastando a vida<br />Cuidando adulto e crianca<br />Em qualquer canto da terra<br />Ha uma Mariana de guerra<br />Que so na morte descanca.]]></description>
      </item>
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